
Palazzo Rosso: o palácio vermelho de Génova, museu classificado pela UNESCO
O Palazzo Rosso, com a sua impressionante fachada vermelha, ergue-se na Via Garibaldi como um testemunho da opulência da Génova do século XVII. Esta residência histórica, parte de um local classificado como Património Mundial da UNESCO, oferece uma janela para o passado aristocrático da cidade e o seu rico património artístico.
A residência de uma família nobre
O palácio foi construído entre 1671 e 1677 para a influente família Brignole-Sale. Encomendado pelos irmãos Rodolfo e Gio Francesco I, o edifício barroco foi projetado pelo arquiteto Pietro Antonio Corradi. O seu propósito era exibir a imensa riqueza e estatuto da família durante a "Idade de Ouro" de Génova. Uma característica interessante do seu projeto original foi a inclusão de dois andares nobres, ou 'piani nobili', separados, permitindo que as famílias dos dois irmãos coabitassem na imponente estrutura.
De 1679 a 1694, os interiores foram sumptuosamente decorados com frescos pelos principais artistas barrocos, como Gregorio De Ferrari e Domenico Piola. Em meados do século XVIII, um descendente, Gio Francesco II Brignole-Sale, encomendou mais melhoramentos, incluindo decorações de fachada em estilo Regência. Estas incluíam cabeças de leão nas vergas das janelas, uma referência heráldica ao brasão da família Brignole.
De palácio privado a museu público
Um momento crucial na história do palácio ocorreu em 1874. A última herdeira da família, Maria Brignole-Sale, Duquesa de Galliera, legou todo o palácio e as suas vastas coleções de arte ao Município de Génova. A sua única condição foi que fosse tornado acessível ao público, transformando um monumento familiar privado num tesouro cívico para todos.
O palácio sofreu danos significativos durante a Segunda Guerra Mundial, incluindo a destruição completa da obra-prima em fresco de Gregorio De Ferrari, 'O Mito de Faetonte'. Um grande restauro decorreu entre 1953 e 1961 sob a orientação do arquiteto Franco Albini, um pioneiro da museologia moderna que integrou com mestria a estrutura histórica com métodos de exposição contemporâneos.
Arte e coleções
Hoje, o Palazzo Rosso funciona como uma casa-museu e faz parte do complexo Musei di Strada Nuova, juntamente com os vizinhos Palazzo Bianco e Palazzo Tursi. Preserva a atmosfera de uma residência aristocrática ao longo de mais de 75 salas, com mobiliário de época e frescos deslumbrantes. Uma obra ilusionista notável é a 'Loggia das Ruínas' de Paolo Gerolamo Piola, que representa ruínas em desmoronamento num estilo trompe-l'œil.
O museu alberga a vasta coleção de arte Brignole-Sale, que inclui obras-primas de artistas como Van Dyck, Veronese, Dürer, Guido Reni e Guercino. Inclui também o 'L'appartamento di un amatore d'Arte' (O apartamento de um amante de arte), uma instalação marcante de Franco Albini. Os visitantes podem também aceder a um terraço panorâmico que oferece vistas de 360 graus do centro histórico de Génova.
FAQ
Quando é que o Palazzo Rosso se tornou um museu público?
O Palazzo Rosso tornou-se um museu público em 1874, quando a sua última proprietária, Maria Brignole-Sale, Duquesa de Galliera, doou o palácio e as suas coleções de arte à cidade de Génova com a condição de que fosse aberto ao público.
Que tipo de arte se encontra no Palazzo Rosso?
O museu alberga a histórica coleção de arte da família Brignole-Sale, que inclui obras-primas de artistas de renome como Dürer, Van Dyck, Veronese, Guido Reni e Guercino, juntamente com elaborados frescos barrocos e mobiliário de época.
O Palazzo Rosso é um local classificado como Património Mundial da UNESCO?
Sim, o Palazzo Rosso foi classificado como Património Mundial da UNESCO em 2006, como parte do sítio 'Génova: Le Strade Nuove e o sistema dos Palazzi dei Rolli'.
Quem construiu o Palazzo Rosso?
O Palazzo Rosso foi construído para os irmãos Brignole-Sale entre 1671 e 1677. O projeto é atribuído ao arquiteto Pietro Antonio Corradi, e a construção foi supervisionada por Matteo Lagomaggiore.



