Destino

Monumento à pátria: a obra-prima em pedra de Mérida

Merida, Mexico

Descubra como a mais exaustiva crónica em pedra da história do México foi esculpida por um artista colombiano que fez do Iucatão a sua casa. Erguendo-se no clímax visual e geográfico do Paseo de Montejo, o Monumento à Pátria (Monumento a la Patria) é a mais emblemática síntese da identidade iucateca do século XX em Mérida. Esta estrutura imponente marca a fronteira entre a histórica avenida oitocentista, repleta de palacetes de henequém, e a cidade moderna.

Uma obra-prima esculpida no local

Construído entre 7 de março de 1945 e 23 de abril de 1956, o monumento nasceu do talento do escultor colombiano Rómulo Rozo, em colaboração com o arquiteto iucateco Manuel Amábilis Domínguez, Max Amábilis e o mestre de obras Víctor Nazario Ojeda. Rozo mudou-se para o Iucatão e dedicou 11 anos da sua vida ao projeto.

Ao contrário dos monumentos fundidos em bronze ou montados a partir de blocos pré-esculpidos em atelier, o Monumento à Pátria foi esculpido à mão diretamente nos blocos de pedra estruturais, tal como se encontravam na praça. A estrutura atinge cerca de 14 metros de altura e estende-se por 40 metros de diâmetro, ostentando uma ampla base semicircular esculpida em cantera, um calcário local de tons quentes, entre o rosa e o amarelo.

Uma crónica da história mexicana

Encomendado originalmente na década de 1940 apenas como uma homenagem à bandeira mexicana, o projeto ganhou outra dimensão com o renascimento cultural pós-revolucionário do México. Transformou-se numa narrativa exaustiva da identidade nacional, fundindo o indigenismo neomaia com a estética Arte Déco.

O monumento exibe mais de 300 figuras e cenas minuciosamente esculpidas à mão que retratam a história do México, desde as civilizações maias pré-hispânicas e a fundação de Tenochtitlan até meados do século XX. A fachada norte ostenta a lenda fundacional asteca da águia a devorar uma serpente sobre um cato nopal, em contraste harmonioso com motivos arquitetónicos maias clássicos. Na imponente fachada sul, ergue-se uma colossal figura feminina de traços indígenas maias, envolta em trajes tradicionais e a segurar o símbolo de uma chama eterna.

Simbolismo geopolítico

O Monumento à Pátria incorpora um simbolismo político vincado, reflexo da época em que foi concluído. Ao longo do perímetro erguem-se 31 colunas que representam a divisão geopolítica do México na década de 1950: os 28 estados, dois territórios federais (Baixa Califórnia do Sul e Quintana Roo) e um Distrito Federal, tal como existiam quando o presidente mexicano Adolfo Ruiz Cortines inaugurou o espaço.

O coração cívico de Mérida

Hoje, o monumento funciona como uma rotunda pública aberta e acessível, envolvida pelo rumor constante do trânsito. É o principal ponto de encontro cívico de Mérida, acolhendo regularmente desfiles, comícios políticos, protestos e celebrações espontâneas, como as vitórias da seleção nacional de futebol.

Sendo uma das atrações mais fotografadas da cidade, o calcário acolhedor e texturado ganha nova vida todas as noites sob iluminação cénica, para deleite de quem passa a pé ou ao volante. O céu aberto e a amplitude arborizada do Paseo de Montejo criam o cenário perfeito para este grandioso tributo à herança mexicana e indígena.

FAQ

Quem esculpiu o Monumento à Pátria em Mérida?

O monumento foi desenhado e esculpido à mão pelo escultor colombiano Rómulo Rozo, que dedicou 11 anos a lavrar as figuras diretamente na pedra, no próprio local.

Quanto tempo demorou a construção do Monumento à Pátria?

A construção e os trabalhos de escultura começaram a 7 de março de 1945 e o monumento foi oficialmente inaugurado a 23 de abril de 1956, totalizando 11 anos de trabalho.

O que representam as colunas do Monumento à Pátria?

As 31 colunas dispostas ao longo do perímetro representam a divisão geopolítica do México na década de 1950, composta na altura por 28 estados, dois territórios federais e um Distrito Federal.

Onde fica o Monumento à Pátria?

Fica numa imponente rotunda no final do Paseo de Montejo, em Mérida, marcando a transição entre a histórica avenida do século XIX e a cidade moderna.

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